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sábado, 19 de maio de 2012 - 16:23:25
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  PUXÃO DE ORELHA A ALUNO RENDE PUNIÇÃO DA REDE PÚBLICA EM R$ 5 MIL REAIS. :::
 
Castigo de professora vai custar R$ 5 mil ao Estado

O Estado do Rio foi condenado a indenizar em R$ 5 mil um aluno da rede pública que teve a orelha puxada pela professora em sala de aula, há quase dez anos. Segundo a ação, a professora arrastou o garoto pela orelha até o lugar que ela considerava adequado, afirmando em seguida para a turma: "Que isso sirva de exemplo para vocês."

Para o juiz Milton Delgado Soares, da 2.ª Vara Cível de Itaguaí, região metropolitana, a atitude "em um dia de fúria" foi "excessivamente vexatória". Ele decidiu que a professora deve ressarcir os cofres públicos.

O episódio ocorreu em novembro de 2001, no Colégio Estadual Vila Bela, em Mesquita, Baixada Fluminense. Só dois anos depois, a mãe do estudante, Eucinéa Antunes de Souza, procurou a Defensoria Pública. Ela contou que Eliane Luiz Fernandes havia acabado de substituir o professor da turma de seu filho quando o agrediu na frente dos colegas. Em sua defesa, Eliane negou o episódio e alegou que já havia sido "minuciosamente" investigada num procedimento administrativo. O juiz pediu, então, a cópia do documento. O relatório da Secretaria de Educação apontava a "culpabilidade da servidora indiciada" e determinava suspensão por 15 dias.

Constrangimento. De acordo com Soares, a ementa "é bastante elucidativa ao reconhecer que houve ocorrência de "constrangimento ilegal" e desnecessário ao menor (...) incompatível com as aptidões necessárias para que um profissional possa desempenhar tal atividade no ensino fundamental".

O juiz escreveu que seria "mais inteligente" chamar o inspetor, retirar o aluno de sala e informar o responsável da indisciplina do estudante. "Do contrário, acabaríamos por ressuscitar, em pleno Estado democrático de direito, punições bárbaras como a palmatória". O magistrado decidiu que não cabe indenização por dano material, já que não ficou comprovado nenhum gasto por conta do episódio.

Fonte: Clarissa Thomé / RIO - O Estado de S.Paulo
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